O pensamento antropocentrico ganhou lugar, nesse período de renascença redescobriram o valor do humanismo greco-romano, filósofos e artistas tentavam recuperar referencias da Roma antiga e Grécia.
Assim surgiu a idade moderna em territórios da Península Itálica (Florença) e logo foi se espalhando pela Europa. A religião católica foi abalada com o protestantismo, O homem e seu talento foram valorizados, a vida citadina ganhou forças, o comercio se expandiu, etc.
No que diz respeito a roupa, tiveram grandes mudanças também. Cidades italianas como Gênova, Milão, Veneza e Luca foram responsáveis pela elaboração de tecidos (Sedas, Brocados, Veludo e cetim) Refletindo nas vestes, requinte. O comercio têxtil teve um grande crescimento. Estabelecidos, cada corte indiferentemente do país, se vestiu conforme hábitos e costumes já existentes. De inicio a influencia maior veio da corte Italiana, surgindo depois influencias inglesas, alemãs e espanholas. No geral a moda foi similar, um povo influenciava o outro.
Ambos os sexos usavam decotes, especialmente entre as mulheres, com o passar do tempo foi sendo velado, e como evolução (próximo ao pescoço), surgiu o rufo (tipo de gola). O rufo era composto por um tecido fino, engomado com efeitos tiotados com formato de roda, era branca e ornamentada com renda. Conforme o tempo ele cresceu atingindo proporções enormes, mostrando assim a classe social e prestígio.
Na moda feminina era comum as européias usarem um vestido denominado vertugado, que da cintura para baixo abria-se em formato de cone, sem efeito de liberdade e movimento e armações pesadas, rígido ao tronco. nos vertugatos também foi usado a talhada e adornavam a face com as golas rufo. A moda feminina foi bastante colorida. Nos cabelos, no inicio do período, os adornos eram simples como a época anterior (rendas, tranças, perolas). Um grande hábito por toda a Europa foi evidenciar a testa, alguns até raspavam a parte próxima do alto da face.
Para os homens a peça caracteristica foi o gibão (o que corresponde a um paletó) era abotoado na frente, normalmente era acolchoado, tinham um basque sobre o calção, alguns com mangas outros não. As mangas eram presas por atacadores e para união, havia um adorno almofadado. Sobre ele uma túnica ou jacket de grande planejamento. Longas encurtando com o tempo, os calções masculinos eram bufantes. No orgão sexual usavam um adorno de proteção,no Brasil era chamando de porta pênis, Os ingleses codpiece, franceses braguette. Também serviam para unir uma perna da calça a outra.
Nas pernas usavam meias listradas ou coloridas que simbolizavam um código de pertencimento a algum clã. Essa moda foi bastante colorida e chamativa, a feminina menos efusiva que a masculina.
Confortáveis e diferentemente do período anterior para os pés os sapatos tinham um bico achatado e largo. Esse efeito arredondado pode ser considerado reflexo arquitetônico, diferentemente do período gótico.
Uma moda curiosa
Usada por ambos os sexos mas, em destaque pelos homens, essa moda veio da Alemanha, era chamada de landsknecht (talhados), hábito de cortar retalhos no tecido em formato de tiras, com pequenas aberturas com o intuito de aparecer partes das roupas de baixo, fosse usada sobe o gibão ou o tecido que unia os calções.
No período os perfumes não só para o corpo, mas também em luvas sapatos e meias. As jóias eram pesadas correntes de ouro, alem obviamente das pedras preciosas.
Na Espanha em meados do sec XVI, a roupa colorida foi substituída pela cor preta. Por ser uma potencia econômica crescente, o país influenciou toda a Europa e o Imperador espanhol Carlos V, também foi de grande influencia.
Com o passar do tempo a moda feminina do vertugado acabou se transformando na farthingale que cresceu as laterias do quadril, atingindo volumes inimagináveis. Para sustentar o exagero, usavam arame, barbatanas de baleia e armações de madeira. Derivando-se da Inglaterra outra peça chave no guarda roupa da época foi o corpete que afunilava a cintura feminina. Alem de afunilar o corpo visualmente, esse ganhava o aspecto de angulo agudo a altura do quadril, que direcionava o olhar para o orgão sexual.
O rufo evoluiu, transformando-se num outro tipo de gola, também branca e rendada (medici), cortonava a parte de traz da cabeça valorizando o decote do corpete. Com isso a moda feminina foi ganhando o compromisso de sedução.
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